quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Sintomas de saudade

Você não precisa saber
que é por ti
que meu corpo clama

No frio da madrugada
é seu calor que eu preciso
E do seu afago que sinto falta

Você não precisa saber
que é teu corpo sobre o meu
que mais venero

Seu sussurro ao pé do meu ouvido
dizendo coisas que vão do
romantismo a censura

Me comendo
com aquele olhar
que estremece minhas vísceras

Você não precisa saber
Que o seu amor
ainda está aqui
intacto

Esperando que
em um dia qualquer
você decida  voltar...

Voltar para me amar
novamente

Você não precisa saber...
Mas eu sei que sabe!

domingo, 4 de janeiro de 2015

Axé

Que a leveza reverbere aqui dentro, para  que eu possa ser mais generosa e tenha  menos medo de seguir meu coração. Que meu espírito seja livre para o amor poder frutificar em terra fértil.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Findou

Quanto tempo faz
que não te vejo,
Não sinto teu calor?

Quanto tempo faz
que suas retinas
não fotografam minh'alma?

O tempo passou e
ainda tem você
por cada parte

Desde que se foi
tenho tido a solidão
como mantra

O caos aqui permanece
e eu... eu aprendi
a conviver com sua ausência

A carne lateja
meu âmago clama
e eu ignoro tanto querer

Pois este,
não foi o bastante
para te manter aqui

Dói!
Ah...
Como dói!

Prefiro acreditar
que a vida segue
E que siga logo!

Pois é difícil
ser imensa
sozinha.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Senti - dor

Entre goles de cerveja a prosa rendeu... Poesia!


- Conseguiu sentir agora?
- Não consigo sentir nada
- Deve estar quebrado então
- O coração?
- Alguns chamam assim... Eu chamo de sentidor.




(Por Belchior Emídio e Andreza Dias)

sábado, 13 de dezembro de 2014

Elegia

A ferida ainda não cicatrizou 
Mas já não dói tanto 
Hoje já escuto 
sem que lágrimas corram 
as músicas que um dia 
foram nossas 
As lembranças 
já não me faz estremecer 
Engraçado... 
Agora esforço-me para lembrar 
Não minto! 
A saudade está aqui
mas não faz tanta falta assim 
Já consigo sorrir 
sem que seja você o motivo 
Te sinto distante...
distante dentro de mim!
A cada amanhecer 
sinto-me esvaziando 
de ti 
tu era tanto aqui, menino
e hoje
se esvai
vai
FOI!
É estranho
Mas sobrevivo
Vivo
Sigo
Amar é renúncia... 
e eu, renuncio o nosso amor!


domingo, 30 de novembro de 2014

Vertigem

Não quero o pouco
não sou o pouco
Sou feita de excessos
carrego o abismo do mistério
dentro de minhas entranhas
Aqui dentro
os sentidos
o sentir
faz carnavalia
me descompassa
Mas eu gosto é disso
Não quero ser calmaria
Quero ser furacão
Ser caos, cais...
Rodamoinho
Travessia
Ruptura
Minha própria estrela-guia
Ahhh...
Que a origem de tanto querer
que carrego aqui dentro
não se acabe
sem elas não existem
começos
fins
Recomeços
EU
Pois sou feita dos retalhos
imprevisíveis da vida.
Somos certos
um para o outro
Mas parece 
tão errado 
ficarmos juntos 
Não sei,
não sei mais nada
Só sei
que teu olhar
despe minh' alma
e meus lábios 
veneram e sentem 
sede dos teus
Nesse misto de
complexidade e 
simplicidade 
Quero-te bem
Quero-te nu
Quero-te!
Inteiro 
Sem metades 
de corpo e alma 
Entregue 
intenso 
aqui 
em mim 
Vivendo 
se permitindo 
sendo uno 
sendo nós