quinta-feira, 3 de março de 2016

Solitude.

Queria que minha voz tivesse 
formato de canto
Para compor meus silêncios
em palavras
Apenas o vazio me tem por completa
A minha liberdade vive presa
dentro de mim
Os paradoxos correm em minhas veias
Procuro a beleza,
mesmo nos dias que tudo
leva-me a crer que ela não exista
O desapercebido
me cativa
Meu tempo é agora
O que passou inexorável
minha calma tem pressa
A cada queda
Renuncio!
Faço saudades todos os dias
Às vezes sou primavera
Outras,
 tempos de desertos
Transbordo nos olhos
toda minha historia
A parte doce
É transformar
 P(r)o(bl)emas

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Alado


Com flores na alma e no corpo
Floresci em meio ao asfalto
Ao mar de críticas não mergulhei
Meio fauna, meio flora
Fechar
Abrir
Trancar
Escancarar
É sempre MINHA
a decisão!
Nem "Psiu"
Nem "Oh lá em casa"
Meu corpo
é meu templo,
minha casa...
Não é objeto,
nem  perdição
E fica só ao
MEU critério 
permitir ou não,
você penetrar
em meus mistérios...
Decifra-me? Não!
Quero ver se você é capaz
de me fazer gozar pela alma.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

"Felicidade tem fim. Tristeza não."

É de manhã, entre bocejos avisto uma fresta de luz que passa pela janela entre aberta do meu quarto, deduzo que o dia está nublado. Acerto. Meus devaneios se faz presente, já não tenho mais o controle. Lá fora chove, mas a tempestade se faz dentro de mim. Me ponho a pensar... 
Hoje poderia ser mais um daqueles dias que ficar debaixo das cobertas, acompanhado de um bom filme, comendo brigadeiro de panela enquanto você me pedia com jeitinho que eu virasse de lado para ficar de conchinha, dizendo ao pé do meu ouvido que era ali o meu lugar e entre um sorriso para você eu pensava: Aqui é o meu lugar! Depois decidiríamos o que fazer para comer, talvez algo que envolvesse queijo e batata rs. Sempre era batata e queijo. Eu começava a fazer e você se propunha a me ajudar, cortando o que fosse necessário e derrubaria, com certeza. Afinal, até hoje não conheço um casal tão estabanado como fomos nós (risos). Enquanto eu mexia a panela no fogo, você vinha por trás e me abraçava, fazendo com que cada parte do meu corpo se encaixasse no seu. Me chamava de minha linda, minha gostosa e dizia que me amava. Você fazia a mesa e comíamos feito uma família e não tinha como não imaginar a nossa daqui uns anos.  Depois falávamos de coisas aleatórias, deitávamos, nos amávamos, dormiríamos até chegar a hora de dizer tchau e eu pedi com manha para você ficar mais um pouquinho. Depois fazer você me prometer que no outro dia estaria cedinho em casa, mesmo sabendo que não estaria. Você ia, mas o seu cheiro ficava intacto e eu já desejava  que amanhecesse logo para  viver novamente cada segundo com você. 
Hoje poderia ser um daqueles dias, aqueles... Aqueles que você vem e aquece o meu coração, o meu ser e os nossos corpos. Poderia, iria, foi.... a vida passou e levou você! Abortamos os filhos nem ao menos gerados, destruímos a casa que nem ao menos construímos.  Afinal,  infelizmente com nós sempre existiu fins. Entre chegadas e partidas, um dia você partiu e nunca mais voltou. Hoje meu coração está partido pela sua partida.

sábado, 20 de junho de 2015

Reverberar o amor

Vida efêmera
líquida
escorre
voa no seu próprio tempo
Nessa travessia
solidão
me faz companhia
Transgredindo
meus quereres
Nos meus sonhos
tudo é POESÍVEL
Junto à
ânsia de viver
e a estagnação
pairada em meu ser
Paradoxal!
Inundei-me
no sentir
e hoje,
a intensidade
faz folia
em meu âmago
Nessa minha passagem
vou indo
deixando rastros
Transbordando
em meus retalhos
Desejo
flori
imensidão
fora da
estação
Ter o  meu espírito
livre
para o amor
frutificar
em terra fértil
Porque bonito mesmo
é ser florido por dentro.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Vontades




 Tenho fome de gente!
 Gente que tem vontade 
 que se permite 
 Gente que é o avesso 
 do avesso 
 Que se enxerga 
 No outro 
 e no outro
 Tenho fome de gente!
 Gente humana 
 Que me deixa em brasa 
 Que me provoca caos
 me confronta, me conforta 
 e não tenha medo 
 de olhar dentro do  
 do fundo dos meus olhos
 Tenho sede!
 Sede de gente 
 que povoa minha existência 
 e me deixa em transe 
 Que dissipa a lógica
 Não se acomoda 
 com o cômodo  
 Que me rompe
 me transcende
 Que externa os sentires 
 Ao ver as cores se esvaindo  
 Bebe a claridade 
 E partilha dela
 Tenho fome
 Tenho sede
 De gente
 Que coma e beba comigo 
 Essa ânsia de viver.

  

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Inefável

 Para Cintia Adorro.


Olhos cor de infinito 
Tens a imensidão dentro de ti 
Afetuoso é o que temos 
Juntas  compartilhamos 
da mesma alegria
Bebemos da mesma poesia 
Partilhamos nossas angústias 
O peso dá lugar a leveza 
A leveza que carrega em seu sorriso 
Junto ao seu olhar sereno e intenso 
Estar com você é ter uma trégua 
Diante de nossas guerras internas 
Nosso amor é nossa fonte 
Nossa amizade inefável 
Tens de mim todo amor.